Esta é uma carta-resposta de uma programadora a alguns fatos que aconteceram na última empresa brasileira de Tecnologia em que trabalhou.


Considero que o que aconteceu comigo foi muito grave e prejudicial para o ecossistema de T.I. como um todo no mundo, por isso redijo esse desabafo. Peço que verifique se os itens relatados abaixo também não aconteceram com você, programadora, ou com você, empresário, gerente de projeto, programador, analista de sistemas, marketing, R.H., etc. Se sim, por favor entre em contato comigo para que nossas histórias ganhem mais força e as mudanças realmente aconteçam.

1.
Vou começar com o item mais polêmico que passei recentemente. Um exemplo de conversa entre programadores que acontecia normalmente em um dos projetos que participei:
          “- Ah, você fala isso porque a piroca do cliente vai enfiar é no meu cu, né? Não vai ser o seu cu que ele vai comer não… Nem a buceta da Alline.” E blá blá blá, continuamente. Várias reuniões diárias neste nível de improdutividade.

2.
Agora um outro exemplo de conversa interna entre os programadores também bastante recorrente que acontecia em quase todos os projetos que participei nessa última empresa e que considero o mais prejudicial para todos:
       “- Esse cliente é muito pau no cu mesmo. Não vou fazer essas coisas não. A NOSSA EMPRESA NÃO PRECISA DESSE TIPO DE CLIENTE. Por favor, cara, você que é o gerente do projeto, não vai me renovar o contrato com esses bostas não hein, pelo amor de Deus!” e etc, etc, etc…

Vários foram os emails em que os programadores dessa empresa despreparadamente se dirigiam ao cliente de forma altamente rude e arrogante, demonstrando o total desprezo e impaciência para com o outro lado. Emails inclusive se indisponibilizando a ajudar ou resolver problemas relatados e em alguns casos literalmente dando “esporro” no cliente.

Conclusão, os projetos de desenvolvimento de software que participei e que tiveram esse tipo de mentalidade realmente não tiveram seus contratos renovados e/ou extendidos e seus clientes terminaram bastante insatisfeitos com a empresa prestadora do serviço. Eram claras as possibilidades de extensão e contratação de novos serviços, muitas vezes inclusive manifestadas formalmente, mas que sempre de alguma forma acabavam sendo reconsideradas e canceladas. Mesmo que até sem perceber, muito disso era devido ao péssimo atendimento técnico que era oferecido.

Na minha opinião, o retorno de clientes antigos e a recontratação de serviços já prestados é uma das principais métricas que uma empresa deve seguir. Não recontratar um trabalho que já foi desenvolvido é um enorme prejuízo de tempo e de dinheiro para todos os envolvidos, tanto cliente como contratado, e não ir a fundo nas causas de baixa dessa métrica é um grande risco a se correr.

E não pense que essa última empresa em que eu trabalhei é um caso isolado de mal atendimento a cliente, ou de uma consequência mais típica da cultura brasileira. Na verdade, acho que em toda a minha vida profissional, tanto no Brasil quanto no exterior, eu nunca conheci uma empresa de desenvolvimento de software que realmente saiba lidar com seus contratantes do começo ao fim de um projeto. Pense bem, observe melhor, será mesmo que isso não está acontecendo aí dentro da sua própria empresa também? Pode acreditar, conheço programadores, e sei que eles não são tão diferentes assim onde você trabalha.

3.
Por várias vezes procurei manifestar minha opinião sobre o problema descrito acima, tanto para os colegas técnicos de projeto, quanto para os gerentes em questão. Mas quanto mais minha opinião era exposta, mais animosidade e dessintonia eram criadas, até o ponto que não era mais possível me expressar a esses respeitos.

Eles definitivamente não viam o que estava acontecendo da mesma forma que eu, muito pelo contrário, achavam tudo muito normal e se gabavam por isso. Um dos gerentes chegando ao ponto de me dizer:
       “- Não é verdade o que você está falando e não é com você que eu tenho que conversar sobre isso.”.

Mas com essas novas metodologias Ágeis de desenvolvimento de software, quem passa a tratar diretamente com os clientes são os desenvolvedores e não mais os analistas ou os gerentes de projeto, que em alguns casos chegam a aparecer somente no primeiro e no último dia. Ou seja, no final das contas, hoje em dia quem realmente tem ciência sobre o que acontece nos “fronts de batalha” de uma empresa de T.I., são seus programadores.

Porém esses profissionais por regra geral não são formados para lidar com o público, as escolas de engenharia e de computação ensinam exatamente o contrário de como se olhar para um cliente e/ou usuário de software, pois ensinam a ter muita segurança no que se faz e a estar sempre certo. Além de que o excesso de empregos disponíveis, aliado ao nível de complexidade do mundo tecnológico atual, deixa os programadores cada vez mais arrogantes e prepotentes. O efeito colateral são esses suportes precários tão recorrentes em empresas de tecnologia.

Sugiro que as empresas eduquem e evangelizem melhor seus programadores sobre a importância crucial de todo e qualquer cliente, da importância da retenção de um contrato de serviço e do quanto as métricas de satisfação e retorno são afetadas DIRETAMENTE pelo comportamento do próprio profissional em seu dia a dia. É preciso que se fale tudo isso numa linguagem bem mais específica para eles, e não no formato gerencial como é feito geralmente. Por mais que lidar com pessoas seja intuitivo e natural para um gerente de projeto, ou para outros, é importante entender que para um programador “padrão” isto não se verifica.

É muito interessante observar como que na cabeça de um programador corporativo, protegido por seu salário e seu contrato de trabalho, quanto maiores os números lucrativos da empresa lhe são apresentados em slides gerenciais, mais ele acredita que não precisa se dedicar tanto mais aos clientes, que pode ser relapso o quanto quiser, porque a empresa já tem o bastante.

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4.

Os problemas acima geralmente estão claros e visíveis pelos emails e mensagens trocadas dentro dos projetos, qualquer um consegue ver e identificar facilmente, mas normalmente nada disso é endereçado. As empresas de software se baseiam muito em seus sistemas internos de avaliações para acompanhar e medir seus funcionários.

Porém todos esses sistemas de avaliação que eu conheço são altamente subjetivos e superficiais demais para que se enxergue verdadeiramente o que acontece. Muitas vezes inclusive os que avaliam são também os responsáveis pelo que está sendo avaliado, o que é uma absoluta discrepância, e os que avaliam os que avaliam, baseiam-se demasiadamente no que é relatado pelos segundos, criando um ciclo banal institucionalizado. E o que é pior ainda, dando total margem para que os semelhantes preservem seus semelhantes, e o que é diverso se exclua. 

Não tenho dúvida que nos dias de hoje o principal método de avaliação de projetos que uma empresa de software deve ter é a métrica de retorno de um cliente, recontratação e indicação a outros clientes. Se isso não acontecer em um projeto, então pode ir atrás porque algo de errado existiu, coisas ruins com certeza aconteceram, e um método de avaliação superficial não vai detectar absolutamente nada, porque os funcionários vão se proteger e vão se calar e o cliente vai ter mais o que fazer.

5.  

Outro problema também muito disseminado dentro de empresas de T.I. é a resistência a se pedir ajuda entre os programadores. E eu estou me referindo aqui principalmente a uma cultura massiva de suporte mútuo entre os técnicos em que a AJUDA É A REGRA e jamais a exceção. 

Por mais que superficialmente a competitividade entre os programadores não seja aparente, e muitas vezes realmente não exista por parte de determinadas pessoas individualmente, o que acontece no dia a dia é o livre arbítrio dos programadores, endossado e copiado pelos gestores, principalmente quando os projetos entram em algum nível de estresse e complexidade, e quando os gestores não técnicos passam a não ter mais a menor condição de acompanhar o que realmente está acontecendo. A cultura de colaboratividade tão divulgada pelas empresas dificilmente chega nas bases técnicas, e a competitividade afeta em grande parte a produtividade, impactando diretamente no desenvolvimento.

É altamente recorrente entre programadores uma conversa do tipo a seguir:
       “- Vamos pedir ajuda pro Fulano?
         – Melhor não.”

Para muitos, solicitar ajuda significa ser um problema, literalmente atrapalhar e principalmente não ser técnico o suficiente para fazer as coisas isoladamente, empiricamente e competitivamente com a própria equipe. Tem casos de pessoas que para se pedir uma ajuda técnica é preciso NECESSARIAMENTE se desculpar, como um grande motivo de vergonha e diminuição.

Infelizmente é muito comum programadores humilharem uns aos outros. Além de várias situações pessoais minhas, ainda ouço muitos relatos de praticamente todos os que eu conheço, chegando a níveis como esse:
         “- Você vai fazer isso sim porque eu estou te mandando.”
Ou então, ao pedir uma ajuda:
“- Você é muito burra, vou chamar um estagiário pra te ajudar.”

Claro que nunca me calo diante de absurdos como esses e minhas respostas são sempre à “altura”, até mesmo porque estagiários geralmente são mesmo uma excelente solução principalmente quando o objetivo é de fato a ajuda, independente de quem seja, muita vezes não sendo de experiência técnica que precisamos mas sim de algum tipo de opinião ou algum teste adicional.

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6.

PROPOSITADAMENTE eu não sou mais uma programadora “padrão”, assim como eu já fui quando recém-formada. E falo isso com todo o orgulho. Muitos tentam fazer com que eu me envergonhe disso, já fui fortemente repreendida e culpabilizada em minhas “avaliações” pessoais por ser diferente do “nerd ideal” que as empresas tanto procuram para contratar, por ser muito diferente da expectativa criada sobre o que é ser “técnico”, e por ser inclusive muito diferente daqueles que me avaliavam (que por sinal são geralmente todos “iguais”).

O programador “padrão” de anos atrás está defasado nas metodologias de desenvolvimento atuais, não é mais tão produtivo e eficaz para o mercado tecnológico em que nos encontramos nos dias de hoje. É um profissional caro e desenvolve software caro.

Depois de trabalhar por uma década no Vale do Silício, me transformando em uma referência na Metodologia Ágil e posteriormente uma grande contribuidora para a construção e o crescimento do Desenvolvimento LEAN no mundo, felizmente aprendi a ser uma programadora muito melhor, totalmente orientada a resultados, focada no que realmente importa para a satisfação dos usuários e clientes de software, no baixo custo do desenvolvimento e principalmente muito mais antenada no mercado.

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7.
Neste contexto, aprendi que agregar constantemente ajuda ao que está se desenvolvendo é uma enorme qualidade, indispensável para o programador de hoje. Tão grande quanto oferecer a ajuda.

O padrão de programador multifacetado, que sabe tudo de tudo tecnicamente, que “não precisa” recorrer à ajuda por se considerar sempre desafiado a resolver tudo o que quer sozinho, e que sente orgulho quando o que faz é de grande complexidade e habilidade técnica, é caro, desenvolve software de forma cara e está defasado.

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Desenvolver software da forma SIMPLES, padronizada, acessível a maior quantidade de técnicos possível, utilizando bastante ajuda para baratear e agilizar o processo, é um dos pilares da metodologia LEAN, a qual sou uma das grandes especialistas no mundo.

Mas ultimamente todos os projetos de software que tenho participado pelo mundo têm fundamentos do desenvolvimento ágil, mas não têm praticamente nada do desenvolvimento Lean, no máximo fazem menções ao desenvolvimento de um MVP (Minimum Viable Product) para justificar uma redução de escopo para os clientes. Não existe nem sequer conhecimento da metodologia por parte da maioria dos envolvidos. Os programadores com quem tenho trabalhado, independente de serem excelentes técnicos ou não, não demonstram experiência alguma de mercado, de convivência com clientes, de métricas de crescimento, de sobrevivência competitiva e de satisfação de seus usuários.

8.
Não, não sou mais uma arquiteta de software, graças a Deus. Por opção, e jamais por falta de capacidade. Aprendi com o mercado de inovação que arquitetura precoce no processo de desenvolvimento atravanca completamente a busca pelo Market-Fit, dificulta muito uma satisfação mais antecipada do cliente e retarda demais o processo sem uma contrapartida eficiente. Principalmente aquela arquitetura de software totalmente voltada a documentações extensas, demagogas e burocráticas, remanescente de uma Era RUP/UML, CMM e Waterfall. Hoje sou completamente CONTRA planejamentos de arquitetura rígida em fases iniciais de projeto, e inclusive palestro muito sobre o tema.

Também sou uma programadora NoOps por opção. Também advogo muito contra estratégias DevOps para projetos de inovação em minhas palestras de desenvolvimento Lean. Mas tudo isso muitas vezes é visto declaradamente como um demérito, uma deficiência ou um sinal de inexperiência. Quanto que na verdade ocorre o contrário.

Sou frequentemente muito elogiada pelos clientes que presto atendimento técnico. Mas é muito comum pessoas avessas à diversidade categoricamente diminuírem, filtrarem e minimizarem elogios a programadores como eu. Um exemplo, dito por um ex-chefe meu:
     “- Sabemos que os clientes gostam muito do seu Inglês, você é realmente muito fluente. Isso é muito bom, um ponto positivo seu.”

Não, os clientes não gostam exatamente do meu Inglês, eles gostam mesmo é do meu ATENDIMENTO de alto nível, da minha EXPERIÊNCIA, da minha OBJETIVIDADE, da minha DISPONIBILIDADE, da minha GRATIDÃO, do meu total RESPEITO, do meu FOCO nos problemas, da minha orientação a RESULTADOS e principalmente do meu ALTÍSSIMO NÍVEL TÉCNICO. Posso atender clientes em Espanhol, Francês, Inglês, Português ou Italiano de forma igual e todos também sairão muito satisfeitos. É óbvio que o caso aqui não é uma questão idiomática, mas sim de que não há um interesse em me avaliar positivamente DE FATO.

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9.
Normalmente quando as empresas de T.I. estão em momentos de crise, de baixas de contrato e retenção de custos, elas tendem rapidamente a manter somente seus “nerds ideais padrão”, de “alta capacidade” técnica e descartam principalmente os mais “diferentes”, mantendo equipes cada vez mais homogêneas, monótonas e uniformes. Porém, para gestores mais visionários, esta na verdade seria a principal época para manter os profissionais que compreendem melhor as oscilações de mercado, que dão mais valor aos contratos fechados e que priorizam mais o tratamento de alto nível aos clientes, por motivos simplesmente óbvios. Mas é sabido que na verdade o que os gestores tendem a preservar são os seus semelhantes, para manterem a sobrevivência de sua própria espécime.

Fica latente aqui que as empresas de T.I. por mais que invistam na cultura da diversidade de forma teórica, com seus comitês, campanhas, regras de conduta, evangelização e até mesmo repreensão, no fundo, definitivamente, a verdade é que elas não sabem e muitas vezes nem se interessam em lidar com a diversidade de fato na sua vida REAL, nas suas práticas diárias, no comportamento efetivo de seus funcionários, do lado de fora de suas caixinhas pré-determinadas.

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10.

Na vasta maioria dos projetos de software que trabalhei pelo mundo, 100% dos meus colegas de equipe eram HOMENS e 100% dos meus gerentes eram também TODOS homens. Foram raríssimas as vezes em que eu tive a felicidade de ter mulheres trabalhando junto a mim. Não me surpreende os índices de diversidade de todo o mundo não estarem melhorando com o passar dos últimos anos, mas sim CAINDO.

Desde os programas mais básicos de contratação para estágios e trainees até os mais altos cargos de diretoria, até hoje todos ainda são preconceituosos, parciais, tendenciosos, equivocados e imaturos. Os números mostram o que eu estou falando, não tem mesmo como resultarem diferentes.

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11.
Sou uma grande ativista do feminismo a nível mundial, entendo demasiadamente do assunto, conheço várias estratégias contra o preconceito que simplesmente não funcionam, ou que são inúteis, e algumas inclusive que prejudicam a própria luta feminista.

Sempre dou aula, monitoro, incentivo, tudo o que é possível fazer para jovens e adolescentes meninas ingressarem na área técnica, empodero sempre minhas colegas de profissão e tenho muito orgulho e auto-estima em fazer muito bem o que faço.  

Sabemos que confrontar o preconceito de frente, com radicalismo, tolerância zero e demissões sumárias não é de todo eficiente para resolver o problema como um todo, muito pelo contrário, o funcionário que sente medo ou desconforto acaba pedindo demissão e indo para a concorrência, o que somente muda o problema de lugar. Tem até aquela “lenda” de que quando o homossexual denunciou o seu chefe “machão e enrustido” de assédio, ninguém acreditou na vítima e o chefe virou o MÁRTIR da empresa. Eu mesma vi pessoalmente isso acontecer com um amigo meu, agora imagina o quanto isso não é comum entre minhas colegas de trabalho e comigo mesma…

12.
Medidas educativas corporativas e exemplares também são consideradas todas úteis, mas sabe-se bem que estão longe de serem suficientes.
A minha opinião é que a solução drástica é na verdade bem simples, como tudo o que é mais inteligente nesse mundo. Para mim a resposta para diminuir o preconceito no mundo da tecnologia é: Choque de realidade de MERCADO.

O mercado de tecnologia no Brasil ainda funciona muito bem sendo preconceituoso, machista, racista, homofóbico e exclusivista. Mas isso já não acontece mais em ecossistemas de maior aceleração tecnológica, e por isso que dá pra antecipar o que vai ser o futuro do Brasil se continuar seguindo pelo mesmo caminho. Ainda temos programadores homens e meninos brancos e heterossexuais para contratar, mas num mercado em plena expansão isso não tem como se sustentar por muito mais tempo. A solução vai ser clara, os próprios homens brancos heterossexuais vão ter que entender que as outras pessoas existentes no mundo também são capazes de programar tanto quanto ou ainda melhor do que eles mesmos. Inclusive estão prontos para mudar completamente a forma que se faz tecnologia hoje em dia, que definitivamente é feita de forma arcaica por homens e para homens.

Eu vi pessoalmente machistas se convertendo em igualitários, assim que o problema do preconceito irracional começou a afetar diretamente em seus bolsos, e na saúde de suas finanças corporativas. Não faltam estudos para comprovar que a diversidade aumenta consideravelmente a criatividade, a produtividade e o sucesso das empresas de hoje. Assim que o mercado começar a cobrar o seu preço no Brasil, as empresas vão correr para se adaptar e se manter à tona. As companhias brasileiras que estiverem interessadas, não precisam esperar que o mercado no Brasil impossibilite de vez a expansão de empresas preconceituosas, tem como começar a forçar uma mudança de cultura bem mais radical já neste exato momento antes da concorrência nacional, se tiverem o interesse de realmente resolver a situação do preconceito interno. Nada mais efetivo ainda nesse mundo capitalista em que vivemos do que o DINHEIRO. Se o preconceito pesar no bolso do funcionário, ou melhor ainda, se a diversidade for recompensada com bônus atrativos para os projetos, pode acreditar que muita coisa vai se agitar de verdade. Quem é criativo entende o que eu estou falando.

 

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13.
Para finalizar, eu pergunto a você leitor: Não existe realmente o Machismo? Principalmente no mundo corporativo?

Não apontei nenhum nome com esse meu relato porque sei que as retaliações da grande massa preconceituosa são sempre muito violentas, já as sofri na pele, e sei que com essa carta a represália será ainda mais violenta.  É por isso que é tão raro alguém se abrir publicamente.

Mas quando a última gota se espalha no copo cheio de tanta lama, a sujeira toda transborda e vários dissidentes também se libertam de suas fronteiras como uma avalanche de terror. Terror este que não mais pode ser encoberto e protegido. Terror este que deve ser combatido com a grandeza da diversidade.

Abraços a todos. Espero que me retornem com suas opiniões e seus próprios relatos, sejam eles quais forem.

Alline


 

He Swapped Email Signatures With a Female Co-Worker, and Learned a Valuable Lesson

 

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